terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eliane Auer: PLEBEIA

Eliane Auer: PLEBEIA

PLEBEIA

Enquanto deitada solitária, inquieta e triste
Naquele mundo não poderá mais ficar
É hora de dar adeus e não mais alimentar.
A dor profunda como punhal desferido no corpo
E que fique cravado até o final.
Melhor que não seja retirado para não sangrar
E não ganhar grandes quelóides para relembrar.
O encanto de cinderela passou à meia noite.
Agora só resta o sapatinho de cristal.
09/10/2010

domingo, 7 de novembro de 2010

sábado, 6 de novembro de 2010

O Pequeno Príncipe

BORBOLETAS


Coloridas e diurnas, as borboletas prenunciam acontecimentos alegres, No imaginário humano, porém, ambas estão relacionadas à alma.Na cultura greco-romana, assim como na egípcia, acreditava-se que a alma deixava o corpo em forma de borboleta. A palavra psique, em grego, quer dizer ao mesmo tempo espírito e borboleta. Nos afrescos de Pompéia, a psique é representada por uma criança com asas de borboleta.
Para a civilização asteca, ela era o sopro vital que saía pela boca do morto, além de estar associada a uma divindade (Itzpapalotl, cruzamento de uma mulher com uma borboleta). Esse simbolismo está relacionado à sua metamorfose, que, metaforicamente, expressa a saída do túmulo (casulo) para o renascimento. Essa associação de seu ciclo vital – a passagem do mundo dos mortos para o dos vivos-, também é utilizada na cultura oriental. No Japão, borboletas são espíritos viajantes; o seu surgimento anuncia uma visita ou a morte de um parente. Por outro lado, duas borboletas juntas querem dizer felicidade conjugal. No Vietnã, sua presença exprime longa vida, mas, nesse caso, é devido a uma coincidência fonética: duas palavras com pronúncia semelhante significam “borboleta” e “longevidade”.